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Bullying: Uma coisa que não é brincadeira

Artigo escrito para a B de Brincar por Oficina de Psicologia


Quando falamos no bullying, falamos claramente do impacto que ele tem na criança no presente, podendo este impacto se prolongar em todos os desafios que lhe sejam colocados ao longo da vida.

Mas falamos também do posicionamento do adulto perante uma situação de bullying, que poderá ser transformador e organizador para a criança, ajudando-a a encarar este desafio com as ferramentas necessárias. Assim, qual o papel que os pais poderão ter neste apoio a uma criança que sofra de bullying? Ora vejamos:

  • Ouça a criança/jovem e assegure-lhe que ele está seguro.
  • Seja claro sobre os factos. Faça anotações sobre o que aconteceu e quando aconteceu.
  • Ajude a ter coragem para denunciar. O medo congela-nos, mas se lhe olharmos nos olhos, ele foge de nós e tornamo-nos mais fortes!
  • Peça para conversar com o professor, um outro professor em que a criança/jovem tenha confiança, ou mesmo com o diretor ou vice-diretor da escola.
  • Tente manter a calma para que possa dar suporte, tendo um plano de ação delineado, para transmitir confiança.
  • Mantenha-se atento ao comportamento. Acompanhe os passos para acabar com o bullying.
  • Contacte a polícia se o bullying envolve comportamento criminal, como abuso sexual, assaltos ou uso de uma arma, ou se a ameaça à segurança está na comunidade e não a escola.
  • Caso este problema atinja mais alunos na comunidade escolar, peça para ver os Planos de Prevenção da escola para o bullying.
  • Pedir para ver os resultados quanto ao clima escolar entre alunos e, caso não exista, tente que seja feito um, liderando também este processo.


Mas o papel dos pais vai muito para além disso, devendo eles também contribuir para que a criança desenvolva estratégias suficientes para ligar com o bullying, como por exemplo:
  • Manter-se longe da situação.
  • Não bater/falar/responder de volta.
  • Dizer a um adulto em quem confia - um professor, o diretor, o motorista do autocarro escolar.
  • Conversar sobre o que se passa com os irmãos ou com os amigos, de modo a que não se sinta sozinho.
  • Encontrar um amigo para ficar nos lugares onde não se sente seguro.

  • A verdade é que o Bullying não é brincadeira, e pode trazer consequências irreparáveis ao seu filho! Se estiver atento e se envolver na resolução deste desafio com ele, certamente ele se sentirá mais seguro e confiante para enfrentar o medo. Já sabe: Aja e Proteja!!! Ele vai sentir que está do seu lado!!!

    Por Natália Antunes
    Psicóloga Clínica - Oficina de Psicologia